02Macro, política e outros
BRMacro, política e outros
Real tem o fechamento mais fraco de 2026 e Ibovespa cai pela sexta sessão seguida antes da decisão do Copom
Em 3/11 o dólar comercial fechou a R$ 5,486 (+0,74%), depois de tocar R$ 5,509 no dia, e o Ibovespa caiu 1,42%, a 165.528,92 pontos, na sexta queda seguida desde a reeleição de Lula e cerca de 19% abaixo do nível pré-segundo turno, acima de 205 mil pontos. Foram citados a incerteza fiscal, as propostas de André Lara Resende sobre o regime monetário e o dólar forte no exterior. As opções precificavam 72,5% de chance de manutenção da Selic em 13,75%, contra 26% para corte de 0,25 p.p.; Santander, Itaú, XP e Goldman esperam manutenção, enquanto Bradesco, ASA e Inter ainda veem corte. A decisão sai após as 18h30 de Brasília.
Por que importa para os membros do LIDEA desvalorização de cerca de 10% do real desde o fim de outubro muda pontos de entrada e custos de hedge para investidores suíços em ativos em reais e para famílias brasileiras com compromissos em CHF.
BRMacro, política e outros
Lula indicará seis dos nove diretores do Banco Central até o fim de 2027; mercado teme guinada
Duas diretorias do Banco Central estão vagas desde janeiro de 2026, outras duas abrem até fevereiro de 2027 e mais duas vencem em 31/12/2027, de modo que a partir de 2028 os indicados de Lula seriam maioria no Copom de nove membros. Analistas temem nomes heterodoxos e pressão para flexibilizar a meta de 3%; o boato sobre André Roncaglia mexeu com os preços, embora ele diga não ter sido procurado. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirma que as indicações seguirão 'rigor técnico'.
Por que importa para os membros do LIDEA composição do Copom definirá a trajetória de juros e o câmbio no médio prazo, fatores centrais para as decisões de renda fixa e câmbio de family offices e private banks.
BRMacro, política e outrosRelato não confirmado – Folhapress
Durigan promete ajuste fiscal 'gradual'; Fazenda prepararia PEC para mirar o centro da meta fiscal
Dario Durigan disse que o governo prepara um ajuste fiscal gradual que respeita os compromissos de campanha, mas não deu prazo, porque Lula ainda não definiu as medidas. Segundo a Folhapress, a Fazenda elabora uma PEC que permitiria ao novo governo mirar o centro da meta fiscal e contingenciar mais despesas, se necessário, para estabilizar a dívida de cerca de 83% do PIB. Durigan chamou de 'incipiente' a ideia de Lara Resende de desvincular a Selic da rolagem da dívida.
Por que importa para os membros do LIDEA credibilidade do pacote fiscal pós-eleição é o principal vetor de juros, câmbio e risco-país nas alocações dos membros no Brasil.
04Tributação e planejamento patrimonial
BRTributação e planejamento patrimonialMacro, política e outros
Relator Eduardo Braga se diz 'surpreso' com alíquota de referência da CBS de 11,3% calculada pelo TCU e promete debate
O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da reforma tributária no Senado, disse que os senadores foram pegos de surpresa pela alíquota de referência da CBS de 11,3% aprovada pelo TCU em 28/10, bem acima das estimativas anteriores de 9,21%. Com o IBS ainda indefinido, a alíquota combinada de CBS e IBS pode se aproximar de 30%, ante 27,91% estimados antes. As audiências públicas na CAE devem começar em 11/11; se o Senado não fixar a alíquota por resolução até 15/12, vale o percentual do TCU quando a CBS substituir PIS/Cofins em 2027.
Por que importa para os membros do LIDEUma carga sobre consumo próxima de 30% a partir de 2027 afeta preços, margens e teses de investimento de empresas suíças no Brasil e de empresas familiares brasileiras.
CHTributação e planejamento patrimonialMacro, política e outros
Votações suíças de 29/11: alta do IVA para a 13ª AHV está em disputa apertada, e a iniciativa 'Fairness' sobre tributação de casais lidera
Um guia da Republik publicado em 4/11 resume as quatro propostas federais: alta de 0,4 p.p. no IVA para financiar parte da 13ª pensão da AHV, a iniciativa 'Fairness' do Mitte contra a penalização fiscal do casamento no imposto federal, a flexibilização da Lei de Material de Guerra e a proibição de fogos ruidosos. Na primeira pesquisa SRG/gfs.bern (23/10), a alta do IVA tinha 46% de sim e 49% de não, e a 'Fairness', 55% de sim e 34% de não. Não houve nova pesquisa no período.
Por que importa para os membros do LIDEO resultado afeta o custo do IVA, a tributação de casais e o financiamento da previdência suíça, temas relevantes para residentes, HNWIs que se mudam para a Suíça e empregadores no país.
05Private banking e gestão de patrimônio
BRPrivate banking e gestão de patrimônio
Itaú lucra recorde de R$ 12,6 bilhões no 3T26, levemente abaixo do consenso; ROE cai a 23,6%
O Itaú Unibanco divulgou após o fechamento de 3/11 lucro recorrente de R$ 12,6 bilhões no 3T26, alta de 6,7% em um ano e 12º trimestre seguido de crescimento, mas ligeiramente abaixo do consenso Bloomberg de R$ 12,71 bilhões. O ROE recorrente recuou para 23,6%, ante 24,3%, o que o banco atribui em parte ao capital excedente (CET1 de 12,7%). A carteira de crédito chegou a R$ 1,544 trilhão (+10,2%), a inadimplência acima de 90 dias subiu para 2,0% e as projeções de crédito e serviços para 2026 foram mantidas, com a alíquota efetiva revisada para 28%–29%.
Por que importa para os membros do LIDEO maior banco privado do país dá o tom para qualidade de crédito e retorno de capital em 2027, e a menção ao capital excedente mantém no radar uma possível distribuição extraordinária.
BRPrivate banking e gestão de patrimônioTributação e planejamento patrimonial
BTG Pactual abre plataforma internacional para holdings patrimoniais de clientes no exterior
O BTG Pactual lançou a Conta PIC (Private Investment Company), que estende suas Contas Internacionais a holdings pessoais ou familiares sediadas nas Bahamas, Ilhas Cayman, BVI ou Panamá. As holdings podem investir em ações, ETFs, ADRs, REITs, fundos, UCITS ETFs e renda fixa, com cadastro digital mediante convite do assessor; é preciso ter conta no BTG Brasil e conta individual internacional. O banco diz que o produto está em fase inicial e não divulgou volumes.
Por que importa para os membros do LIDEBancos brasileiros avançam sobre a estruturação offshore de famílias brasileiras, terreno tradicional de private banks e gestores independentes suíços, o que aumenta a concorrência e abre espaço para parcerias.
CHPrivate banking e gestão de patrimônioMercado privado
DWS transforma a Suíça em hub global para family offices e planeja comprar a Peakside, de Zug
Sven Württemberger, CEO da DWS Suíça, passa a coordenar globalmente o negócio de family offices do grupo, cobrindo toda a carteira dessas estruturas, de alocação de ativos e liquidez a mercados públicos e privados. A DWS também planeja adquirir a Peakside Capital Advisors, gestora de Zug focada no mercado imobiliário alemão, e adota 'Deutsche Asset Management' como marca global entre novembro de 2026 e março de 2027.
Por que importa para os membros do LIDEMais uma gestora global centraliza seu negócio de family offices na Suíça, reforçando o hub suíço usado por famílias empresárias brasileiras.
CHPrivate banking e gestão de patrimônioRelato não confirmado – Inside Paradeplatz
Inside Paradeplatz relata saída de assessores seniores do Wealth Management da UBS na Suíça
O Inside Paradeplatz afirma que vários gerentes de relacionamento disputados do wealth management da UBS na Suíça estão migrando para concorrentes e que outros devem seguir. O texto acessível não traz nomes, destinos nem números, e a UBS não se pronunciou.
Por que importa para os membros do LIDEA movimentação de assessores após a integração do Credit Suisse redesenha relacionamentos no private banking suíço, inclusive com clientes brasileiros.
06Mercado privado
CHMercado privadoPrivate banking e gestão de patrimônioRelato não confirmado – ad-hoc-news.de
Fundo perene de € 6,6 bilhões da Partners Group vai a votação sobre divisão em dois subfundos em meio a limites de resgate
Os cotistas do Global Value SICAV da Partners Group devem votar, segundo relatos, na semana de 9/11 a divisão do fundo em um subfundo distribuidor para investimentos antigos e um de acumulação para investidores de longo prazo, com cortes de taxas de 25 a 75 pb e início em 30/11, se aprovado. Os resgates trimestrais estão limitados a 5% do NAV desde junho, quando os pedidos chegaram a 9,8%, e os do 3T teriam batido o limite de novo. O plano foi anunciado em 2/10; a data da votação e o dado do 3T são novos.
Por que importa para os membros do LIDEUm teste ao vivo da liquidez de fundos perenes de mercados privados, amplamente distribuídos a family offices e clientes de private banking nos dois países.
CHMercado privado
Mercado primário de títulos em franco suíço bate recorde histórico com dois meses de antecedência
As emissões de títulos em franco suíço somaram cerca de CHF 89 bilhões até o fim de outubro, segundo dados do Zürcher Kantonalbank citados pelo finews.ch, igualando já o recorde anual de 2009 (CHF 88,9 bilhões). Outubro teve CHF 7,3 bilhões, o maior volume já registrado para o mês, puxado por emissores domésticos, enquanto os estrangeiros recuaram para cerca de CHF 0,8 bilhão.
Por que importa para os membros do LIDEUm mercado em franco profundo e aberto é alternativa de funding para empresas brasileiras que buscam diversificar além dos mercados local e em dólar.
BRMercado privadoPrivate banking e gestão de patrimônioRelato não confirmado – Bloomberg Línea
Itaú BBA cria mesa de crédito privado com equipe vinda da Genial
A corretora do Itaú BBA está criando uma mesa de crédito privado para clientes institucionais como seguradoras, fundos multimercado e gestoras, segundo pessoa a par do assunto ouvida pela Bloomberg News; Bruno Costa e Flavio Santos chegam da Genial Investimentos. O foco é o mercado secundário de debêntures, que movimentou R$ 689 bilhões de janeiro a setembro de 2026 (+5,8%, Anbima).
Por que importa para os membros do LIDEMais liquidez na dívida corporativa brasileira importa tanto para investidores em crédito brasileiro quanto para emissores que buscam funding local.
07Cripto e ativos digitais
BRCripto e ativos digitaisFintech
Mercado cripto brasileiro encolhe após o fim do prazo de licença; restrição a bancos começa em 6/11
Terminou em 30/10 o prazo para prestadoras de serviços de ativos virtuais em operação pedirem autorização ao Banco Central; levantamentos de mercado apontam cerca de 74–75 pedidos, incluindo Binance, Coinbase, OKX, Kraken, Mercado Bitcoin, Foxbit, Nubank, Itaú, BTG e Inter, enquanto pelo menos 15 empresas, como Bity, Uphold, NovaDAX e Revolut (só cripto), saem ou reduzem a atuação. O BC ainda não publicou a lista oficial. A partir de 6/11, a Resolução BCB 589 proíbe bancos e instituições de pagamento de operar com prestadoras não autorizadas, com exceções para pedidos em análise, e operações de câmbio com cripto e stablecoins passaram a ser reportadas desde 3/11 pela Resolução BCB 574.
Por que importa para os membros do LIDEA diligência sobre contraparte e custódia em plataformas cripto brasileiras torna-se urgente para investidores, bancos e family offices à medida que o perímetro licenciado se define.
08IA e infraestrutura
BRIA e infraestrutura
Licitação do supercomputador de IA de quase R$ 1 bilhão fica para 2027 após revisão do edital
A FACC, fundação que conduz a compra para o LNCC, cancelou a sessão de abertura de propostas de 4/11 do supercomputador-símbolo do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). O edital (Seleção Pública nº 27/2026, cerca de R$ 959 milhões, com recursos do FNDCT via Finep) precisa ser republicado, o que reinicia o prazo de 35 dias úteis e leva a escolha do fornecedor para 2027. Uma errata alterou os pesos para 70% técnica, 20% produção nacional e 10% preço.
Por que importa para os membros do LIDEAtrasa a agenda de computação soberana do Brasil, e o novo peso de produção nacional importa para fornecedores suíços ou europeus de hardware que pretendam concorrer.
BRIA e infraestruturaMercado privado
Rystad Energy reduz pipeline anunciado de data centers no Brasil de 21 GW para cerca de 7 GW, ajustado ao risco
Análise da Rystad Energy, republicada em 3/11, afirma que a expansão de data centers no Brasil agora depende de execução e reduz o pipeline anunciado de 21 GW para cerca de 7 GW, ajustado ao risco. Pela Lei 15.504/2026 (Redata), o Executivo ainda não definiu se a geração a gás conta como baixa emissão, nem fixou métricas de eficiência, conteúdo local ou verificação de cumprimento, e o congestionamento da rede aumenta a incerteza.
Por que importa para os membros do LIDEInvestidores que avaliam exposição a data centers no Brasil devem descontar os números de GW anunciados até que as regras do Redata e o acesso à rede estejam claros.
BRIA e infraestrutura
Teles brasileiras ampliam uso de IA: Vivo substituirá URA por IA agêntica e Algar economiza R$ 2,8 milhões em compras
A Vivo pretende substituir a URA numérica por uma IA agêntica totalmente conversacional até o fim de 2026, disse seu gerente de IA no Roadshow Embrapii, em Campinas; a operadora tem cerca de 400 pessoas em IA e diz que o diagnóstico de roteadores por IA reduziu as visitas técnicas em 49% no 3T. A Algar informou economia de R$ 2,8 milhões desde março de 2025 depois que o robô 'Suppla' assumiu cerca de 60% das demandas de compras.
Por que importa para os membros do LIDEGrandes empresas brasileiras estão levando a IA dos pilotos para a operação com ganhos mensuráveis, uma referência para os negócios dos membros.
09Fintech
CHFintechIA e infraestrutura
Presidente da FINMA alerta para concentração em IA e falhas contra fraude; FINMA testa IA para avaliar licenças de fintechs
No Digital Finance Day da Associação Suíça de Banqueiros, a presidente da FINMA, Marlene Amstad, disse que o uso de IA nas instituições suíças cresce rapidamente, alertou que a dependência de poucos grandes fornecedores de tecnologia pode virar um problema de estabilidade financeira e frisou que as instituições seguem responsáveis pela IA que contratam. Também observou que parte das instituições pesquisadas não tem política específica contra fraude. A FINMA testa o 'Subsuma', que roda modelos abertos, entre eles o suíço Apertus, em hardware próprio para ajudar a avaliar se modelos de negócio de fintechs precisam de licença.
Por que importa para os membros do LIDESinaliza o que a FINMA espera em governança de IA, risco de terceiros e combate a fraudes de qualquer banco, fintech ou gestor independente que opere na Suíça.
CHFintech
TWINT lança pagamento de faturas QR suíças direto no app
Desde 4/11, usuários do TWINT podem escanear e pagar faturas suíças com QR code no app, agendar o pagamento antes do vencimento e pagar faturas digitais por botões em e-mails, sites e apps. Segundo o TWINT, o serviço é gratuito para o usuário e os lojistas não podem cobrar sobretaxa; os primeiros emissores incluem Planzer, EKS Schaffhausen e ewl Luzern. Uma alternativa de débito direto está prevista a partir de 2027.
Por que importa para os membros do LIDEA principal carteira digital suíça avança sobre o pagamento de contas, num movimento parecido com o do Pix rumo a pagamentos via carteira, familiar para empresas brasileiras de pagamentos e fintechs.
BRFintech
QI Tech recebe aval da Susep e lança a QI Seguradora, com meta de R$ 3 bilhões em prêmios
A fintech de infraestrutura QI Tech lançou a QI Seguradora após a Susep autorizá-la a subscrever apólices próprias, e vai operar uma plataforma aberta de seguro embarcado pela qual outras seguradoras distribuem coberturas dentro de apps de parceiros. Os produtos incluem vida, prestamista, auto e celular, com meta de cerca de R$ 3 bilhões em prêmios em três a cinco anos.
Por que importa para os membros do LIDEA infraestrutura fintech brasileira se expande para setores regulados vizinhos, algo relevante para seguradoras e resseguradoras suíças em busca de parceiros de distribuição no Brasil.
BRFintech
Fintechs devem lucrar mais no 3T26, mas analistas veem riscos para 2027
Prévias do Itaú BBA e do Safra indicam lucros maiores no 3T para a maioria das fintechs listadas: o Itaú BBA projeta cerca de R$ 5,4 bilhões para o Nubank, com ROE de 31%, cerca de R$ 429 milhões para o Inter e R$ 587 milhões para o PagBank, enquanto a Stone deve lucrar cerca de 11% menos, com o Pix corroendo as tarifas de cartão. A preocupação maior é 2027, por juros altos, pressão nas margens e qualidade do crédito. Os balanços saem em 10/11 (PagBank) e 12/11 (Nubank, Inter e Stone).
Por que importa para os membros do LIDEAções de fintechs brasileiras estão em muitas carteiras internacionais e seguem voláteis após a queda na semana da eleição.